Loroza Records #1 Zooey Deschanel

No Google, a busca “Ator e Cantor” traz como primeiro link o site de Serjão Loroza. É ex-vocalista do Monobloco e hoje tem banda própria, mas você deve se lembrar dele em alguma novela ou minissérie da Rede Globo. Boa praça, carismático e talentoso, ele é o ícone a representar esta seção, onde vamos apresentar alguns atores, atrizes e celebs que também são músicos.

 

Como quero trazer boa sorte pra cá, vou começar com o sonho de consumo de milhões de marmanjos nerds e hipsters mundo afora: Zooey Deschanel.
She & Him
“She” é mais conhecida por aqui pelas comédias românticas 500 Dias Com Ela (500 Days of Summer) e Sim Senhor (Yes Man), onde atua ao lado de Joseph Gordon-Levitt e Jim Carrey, respectivamente. Seu papel clássico é de mulher-perfeita-que-eu-quero-pra-mim, mas ela é bem mais do que a bela atriz que eu gostaria de namorar.

O guitarrista e produtor M. Ward (“Him”) ouviu algumas demos de composições próprias da atriz e sugeriu que juntos eles gravassem a coisa de acordo e este foi, basicamente, o modo como nasceu a dupla de música indie/folk She & Him.

Se vocês são espertalhões como eu sei que são, deram play no vídeo acima e já estão familiarizados com o som da dupla. Essa é a principal atividade musical da atriz e eles tem até agora dois álbuns de inéditas, na maioria compostas pela Zooey e produzidas pelo Matt. Os álbuns se chamam Volume One (2008) e Volume Two (2010), simples assim, como deve ser.

Além da She & Him, a Zooey (ah… Zooey) já soltou o vozeirão em alguns filmes (procure por “Elf” e “O Assassinato de Jesse James blablabla…“) e também faz vídeos aleatórios desejando feliz ano novo com o amigo Joseph, que aliás é também um excelente músico. Assunto para um outro post.

Beijo, tchau.

 

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Eu vim de Santos!

Charlie Brown Jr. é uma banda muito repetitiva. Essa afirmação não trata de frases como “eu vim de Santos, sou Charlie Brown”, quase que um lema adotado por Chorão nos shows e CDs. Ela realmente tem identidade e, mais do que isso, uma grande história por trás. Trata das origens da banda, onde ela se formou e cresceu e de onde saiu para se tornar uma das mais populares do Brasil. Trata também da barraquinha que Chorão atropelou com seu carro em um dia de forte chuva e alagamento. Daí surgiu o nome, acrescentando apenas um “Jr.” por se tratar da nova geração. De lá para cá foram dez álbuns – nove de inéditas – em um espaço de apenas 12 anos. Em seis deles encontrei letras repetidas, a partir de uma pesquisa simples e feita no mais puro olhômetro, comparando.

De Elvis Presley a Michel Teló



The Baseballs é uma banda  Rockabilly (aquele som do tio Elvis) alemã que faz covers de sucessos de vários artistas pop da atualidade. Tem Rihanna, Lady Gaga, Maroon 5, Katy Perry, Beyoncé  e outros tantos. Os caras são muito bons.

Ontem a banda lançou em seu Youtube uma versão especial para os “fãs” brasileiros. Nos presentearam nada mais nada a menos com uma versão de “Ai se eu te pego”, em português, claro.

E você ai achando que todo mundo já tinha se esquecido dessa música né?

Não precisa gostar de Michel Teló pra dar o clique no vídeo abaixo.


Valeu a iniciativa champs, mas já deu né?

 

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Todos menos eu: Lana Del Rey

Em “Todos menos eu eu” vamos falar daquele artista/banda que é hype e está em todos os blogs,  na programação da MTV, Multishow e na Rolling Stone. Vamos fazer o trabalho sujo para você não ficar sem assunto com seus amigos hipsters.

De cara, vamos falar de Lana Del Rey, que recentemente lançou o disco “Born to die”, que é até o momento o disco mais vendido em 2012.

Lana Del Rey chama-se na verdade Elizabeth Grant, é filha do milionário Rob Grant e se mudou do Estados Unidos para Londres em 2010, afim de iniciar sua transformação após ter seu trabalho rejeitada por várias gravadoras. Queria ser vocalista de uma banda mas acabou “sendo forçada” a escolher a carreira solo.

A moça começou a fazer sucesso em meados de 2011, com clipes “caseiros” dos singles “Video Games”, “Blue Jeans”  e  algumas apresentações ao vivo (clique para ver aqui, aqui e aqui). Com  o anúncio do lançamento de seu álbum para 27 de janeiro de 2012, e o lançamento de mais um clipe (Born to die), seus fãs cresceram ainda mais e ficaram malucos esperando os sons da nova Diva.

Com o álbum prestes a ser lançado,  as oportunidades em programas de TV começaram a surgir. Aí criou-se a primeira polêmica: Lana fez uma apresentação aquém do esperado no Saturday Night Live. Como você pode ver abaixo:

[atualização: todos os vídeos da apresentação da cantora foram removidos do Youtube]

A crítica não perdoou, até a atriz-roqueira Juliette Lewis chegou a dizer no Twitter que Lana Del Rey “parecia uma menina de 12 anos cantando”, mas apagou o post em seguida. Até surgiram rumores de um suposto cancelamento da turnê de estreia, desmentidos depois pela própria Lana.

Como todo hype, está acontecendo tudo muito rápido com Lana, e até mesmo seu fracasso no SNL lhe rendeu mais textos e referências do que se tivesse feito uma apresentação normal, rendendo até paródias e sketches em programas de humor.

Ao que parece, a tal apresentação foi realmente atípica. Duas semanas depois Lana já se apresentou no David Letterman Show e se mostrou bem melhor. Essa apresentação deixou bem claro que não devemos esperar que ela seja uma  Lady Gaga nas performances.

Muitos estão falando que esse ano será dela. A aposta está feita, mais ainda é muito cedo e temos muito pela frente. Acredito que ela passe longe das rádios aqui no Brasil. Seu som é diferente, não é fácil apreciar logo de cara. A maior parte as pessoas não acha nada demais na primeira vez que ouve.

Os fãs declarados dizem que “sua voz vicia”. Exagero ou não,  é inegável a sua qualidade e seu potencial. Se não gostaram do som, vão curtir ao menos as suas fotos:

 

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Vá ao Lollapalooza sem ouvir as bandas que não conhece

Não ouça as bandas que não conhece antes de ir ao Lollapalooza. Simplesmente não ouça.

Se você comprou só pra ver o Foo Fighters no dia 7, sábado, então ouça muito Foo Fighters. Ouça os álbuns antigos, relembre os sucessos e dê risada com os clipes engraçadões como “Everlong”, “Breakout” e “Long road to ruin”. Escute o último Wasting Light (2011) imaginando como vai ser na hora em que a banda abrir com “Bridge Bruning”. Aprenda a letra e esteja preparado pra gritar o primeiro verso (“these are my favourites last words”) se Dave Grohl prefrir jogar para o público. Senão, tudo bem: cante junto e alto.

Decore as letras e até assista shows dessa turnê (digite “full concert no youtube, e um novo universo se abrirá). Descubra o que eles costumam fazer em determinadas músicas e já entre no clima de antemão. Faça isso também com o Jane’s Addiction – o Perry Farrel nem aguenta mais cantar mesmo. E também com o Artic Monkeys, headliner do dia 8, domingo. Assim, quando eles tocarem “I bet you look good on the dance floor” e o vocalista Alex Turner cantar “and your shoulders are frozen”, você vai poder responder “cold as the night”.

Dificilmente haverá alguém no Lollapalooza que não conheça essas bandas. Mas se você não conhece Cage the Elephant, Band of Horses e TV on the Radio, não escute-as com antecedência, como se pudesse abrir um catálogo e dizer “vejamos o que temos aqui”. Muito menos faça isso com bandas como Gogol Bordelo, MGMT e Foster the People. As chances de você ouvir cinco minutos de som, achar monótono e passar para a próxima são enormes. O que também pode acontecer, e que seria ainda pior, é arraigar um pré-julgamento que pode atrapalhar o show.

Dê a oportunidade a si próprio de vê-las pela primeira vez no palco, onde toda banda se mostra da forma mais verdadeira: sem loopings, transposição de vozes, equalizadores e efeitos artificiais extenuantes. No palco, eles fazem acontecer – ou pelo menos deveriam. Permita-se conhecê-las de forma mais intensa, com a vibe do público, do som ao vivo, dos erros de notas e da postura dos músicos. E entre no clima.

Saiba usar a expectativa. Pode ser que alguns shows sejam uma merda ou as bandas não sejam do seu gosto. Mas pelo menos vai poder dizer algo sobre elas muito além de “eu ouvi uma música lá, de um album e tal. E não gostei”. Mas se curtir,  vai ser como um tapa da cara, com aquela excitação de conhecer mais, ir atrás e achar aquela música com aquela parte em que o vocalista fez isso, o público cantou e o show veio abaixo.

Escute as bandas do Lollapalooza que não conhece na hora certa.

 

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Tudo sobre música aqui. #Not

 
O Não Toco Raul inicia hoje suas atividades. Formado por gente que, assim como você, adora música, o NTR é um ambiente para se trocar ideias, opiniões e divagar sobre qualquer coisa que emita mais de duas notas.

Aqui não estarão necessariamente as últimas notícias, novidades e lançamentos sobre seu artista predileto. Volte sempre que quiser ler uma boa história, assistir a um belo clipe e escutar algo de boa qualidade. Pode nos cobrar, xingar e enviar sugestões via comentários, twitter e fan page.

Se você é músico, produtor, fotógrafo, videomaker, publicitário, jornalista ou simplesmente teve uma baita sacada e quiser contribuir, nos contate.

No mais, aproveite.

 

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